segunda-feira, 19 de julho de 2010

"Acho que era julho de 83,
Eu sempre esqueço do dia,
Mas lembro do mês...
A gente mal se conhecia...
Nós vimos apenas uma vez...
Mas foi como a fotografia,
De um velho filme francês...
Não fosse a roupa que eu vestia,
Naquele estilo new wave,
Quem sabe eu conseguiria
Chegar perto de você...

Adolescência vazia...
Eu tinha quase dezesseis...
Ninguém me compreendia,
E eu não compreendia ninguém...

Adolescência vazia...
Eu tinha quase dezesseis...
Ninguém me compreendia...
E eu não compreendia ninguém...

Fiquei alí sentado...
Sentado sobre as mãos...
Pensando em te perder...
Querendo te encontrar...
E foi então que aconteceu...
Você me viu olhar...
E veio em minha direção...
Sorrindo disse: Olá...
E nesse dia começou...
A nossa história,
Que continua até hoje,
E só parece melhorar...

Adolescência vazia..
Eu tinha quase dezesseis...
Ninguém me compreendia...
E eu não compreendia ninguém...

Adolescência vazia...
Eu tinha quase dezesseis...
Ninguém me compreendia...
E eu não compreendia ninguém...

E ninguém me compreendia...
E eu não compreendia ninguém...

Acho que era julho de 83...
Eu sempre esqueço dia dia,
Mas lembro do mês...

Adolescência vazia...
Eu tinha quase dezesseis...
Ninguém me compreendia...
E eu não compreendia ninguém...

Acho que era julho...
De oitenta e três...



« Nenhum de Nós »
(Julho de 83)

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