terça-feira, 9 de março de 2010

"Pra você guardei o amor que nunca soube dar,
O amor que tive e vi sem me deixar,
Sentir sem conseguir provar,
Sem entregar e repartir...

Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar,
O amor que vive em mim vem visitar,
Sorrir, vem colorir solar,
Vem esquentar e permitir...

Quem acolhe o que ele tem e traz,
Quem entender o que ele diz,
No giz, no gesto, jeito pronto,
Do piscar dos cílios,
Que o convite do silêncio exibe,
Em cada olhar...

Guardei...
Sem ter porquê,
Nem por razão,
Ou coisa outra qualquer...
Além, de não saber como fazer...
Pra ter um jeito meu de me mostrar...

Achei...
Vendo em você...
Explicação nenhuma isso requer...
Se o coração bater forte e arder...
No fogo o gelo vai queimar...

Pra você guardei o amor que aprendi,
Vem dos meu pais,
O amor que tive e recebi,
E hoje posso dar livre e feliz...
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris risca ao levitar...

Vou nascer de novo,
Lápis, edifício, tevere, ponte,
Desenhar no seu quadril,
Meus lábios beijam signos feito sinos,
Trilho a infância, terço o berço...
Do seu lar...

Guardei...
Sem ter porquê,
Nem por razão,
Ou coisa outra qualquer,
Além, de não saber como fazer...
Pra ter um jeito meu de me mostrar...

Achei...
Vendo em você,
E explicação nenhuma isso requer,
Se o coração bater forte e arder,
No fogo o gelo vai queimar..."



« Nando Reis »

Nenhum comentário:

Free counter and web stats