quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"Sempre precisei de um pouco de atenção,
Acho que não sei quem sou,
Só sei do que não gosto...
E nesses dias tão estranhos,
Ficam poeiras se escondendo pelos cantos...

Esse é o nosso mundo,
O que é demais nunca é o bastante,
A primeira vez...
Sempre a última chance...
Ninguém vê onde chegamos,
Os assassinos estão livres,
Nós não estamos...

Vamos sair...
Mas não temos mais dinheiro,
Os meus amigos estão procurando emprego,
Voltamos a viver como a dez anos atrás,
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir,
Esquecer dessa noite e ter um lugar legal pra ir,
Já entregamos o alvo e a artilharia,
Comparamos nossas vidas,
E esperamos que um dia,
Nossas vidas possam se encontrar...

Quando me vi tendo de viver
Comigo apena e com o mundo,
Você me veio como um sonho bom...
E me assustei,
Não sou perfeito...
Eu não esqueço a riqueza que nós temos,
Ninguém consegue perceber,
E de pensar nisso tudo...
Eu, homem feito, tive medo
E não consegui dormir...

Vamos sair...
Mas não temos mais dinheiro,
E meus amigos todos estão procurando emprego,
Vamos sair, mas não temos mais dinheiro,
Os meus amigos estão procurando emprego,
Voltamos a viver como a dez anos atrás,
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir,
Esquecer dessa noite e ter um lugar legal pra ir,
Já entregamos o alvo e a artilharia,
Comparamos nossas vidas,
E mesmo assim,
Não tenho pena de ninguém..."



« Renato Russo »
(O Teatro dos Vampiros)

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