segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Portas abertas vêm me convidar,
A usar o microfone e resolver falar,
Do que eu vivo já que estou vivo,
Depois de tanto tempo respirando o ar,
Cortante e seco que esfola a garganta,
Mantém caído quem já não levanta,
E do sinal fechado pro lado da bonança
E que nos mostram o lixo,
Mas não limpam a lambança...

Cair na vida e procurar a luz,
A natureza e o céu que me conduz,
Olhar pra cima e seguir em frente,
Vambora agora que o futuro é a gente,
Calado não dá pra ficar,
Mudo sem mudar...

Olhos abertos fácil de enxergar,
Que quem ganhou poder,
Não quer meu mundo mudar,
A novidade subverte, mostra novas opções,
E mata de medo quem não tem mais soluções,
Quando atirei acertei meu coração,
Só o bem faz a revolução,
Lavo a alma com o sal, me faz cicatrizar,
Não ganha o medo de perder,
Nem perco a vontade de ganhar...

Cair na vida e procurar a luz,
A natureza e o céu que me conduz,
Olhar pra cima e seguir em frente,
Vambora agora que o futuro é a gente,
Calado não dá pra ficar,
Mudo sem mudar...

O sol nasce igual é pra todo mundo,
Não vou te prometer, mundos e fundos,
Eu sei que tudo que vai um dia volta,
E que pra tudo que faz,
Vem uma resposta...
Eu sigo em frente, me mantenho, tô bem,
Quando eu me perco os meus amigos me mantém,
Firmes no trilho a gente vai ao fundo,
Longe do mal do mundo...

Cair na vida e procurar a luz,
A natureza e o céu que me conduz,
Olhar pra cima e seguir em frente,
Vambora agora que o futuro é a gente,
Calado não dá pra ficar,
Mudo sem mudar..."



« Renato Fischer Rafael »
(Mal do Mundo)

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