sábado, 4 de abril de 2009

"Não sei se é do fogo ou se do fundo dos teus olhos que vem o calor. Ouço o crepitar da lenha não sei se dentro de mim, não sei se dentro de ti. Tenho o rosto escaldado, a pele em labaredas. As tuas mãos são o lume e o meu corpo a madeira ansiosa pela tua chama. A tua língua de brasa queima-me a pele e o teu odor o meu alento. Deixa-te ficar aqui no meu colo, minha Amada, deixa ser o ar que te dá vida e a terra que te dá calma..."



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