sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"Todo amor, todo amor dorme,
Numa caixa, numa gaveta, numa sala escura,
Que às vezes visito, como hoje nos sonhos,
Como Deneuve entre os pombos...
A abençoar seus queridos...

E o tempo senhor dos enganos,
Apaga os momentos sofridos,
E aqui te tráz vez ou outra,
Passar umas horas comigo...

Todo amor, todo amor dorme,
Numa caixa, numa gaveta, numa sala escura,
Que às vezes visito, como hoje nos sonhos,
Como Deneuve entre os pombos...
A abençoar seus queridos...

Ficamos nós dois entre sonhos,
De amores novos e antigos,
Te beijo no escuro, silêncio,
Da sala que às vezes visito...

E o tempo senhor dos enganos,
Apaga os momentos sofridos,
E aqui te tráz vez ou outra,
Passar umas horas comigo...

Todo amor, todo amor dorme,
Numa caixa, numa gaveta, numa sala escura,
Que às vezes visito, como hoje nos sonhos,
Como Deneuve entre os pombos...
A abençoar seus queridos..."



« Herbert Vianna »
(O Amor Dorme)

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