"Eu falo de amor a vida,
Você de medo da morte,
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte...
Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta,
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta...
Sua meta, é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera!
Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros,
Eu digo: "te amo"
E você só acredita quando eu juro...
Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra,
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era...
E o que era? Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera!
Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar,
Eu quero saber a verdade,
Você se preocupa em não se machucar...
Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade,
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade...
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera!
Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera...!
Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?!"
« Paulinho Moska e Nilo Romero »
(A Seta e o Alvo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário