segunda-feira, 9 de junho de 2008

"Eu ainda acredito no futuro mais bonito,
Que o novo é bem-vido e que o amor é infinito...
Eu ainda acredito de que nem tudo está perdido,
De que o sorriso é sagrado e de que aqui é o paraíso,
E que tudo estava errado sobre o dia do juízo...

Eu ainda acredito no carinho ao invéz do grito,
Na doçura dos meninos que no fundo todos somos...
Eu ainda acredito nos heróis adormecidos,
Nessa força que revolta e nos faz ficar erguidos,
Cada vez que nos sentimos derrotados e punidos...

Eu ainda acredito que depois da tempestade,
Sempre vem a calmaria e consigo a liberdade...
Eu ainda acredito em objetos luminosos,
Que há vida no Universo, outras Luas, outros povos...
Eu ainda acredito...

Eu ainda acredito nas florestas e nos índios,
Na bravura das leoas, na alegria dos golfinhos...
Eu ainda acredito no galope do unicórnio,
Acredito em gnomos e no vôo dos tucanos,
E no canto das baleias alegrando os oceanos...

Eu ainda acredito na justiça lá de cima,
Na verdade e na vida como fonte, uma rima...
E em tudo que é belo e em tudo que é nobre,
Como as cores do arco-íris quando a chuva se descobre,
E agradece iluminada pelo sol de ouro e cobre...

Sei, talvez eu seja visto como ingênuo ou demagogo,
Inocente ou pervetido, um hipócrita, um louco...
Mas no entando eu insisto nesta chama que consome,
Eu ainda acredito porque sofro com a fome...
Porque ainda sou um homem...

Eu ainda acredito, porque ainda sou um homem..."



« Jorge Vercilo »
(Em Tudo Que É Belo)

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