domingo, 27 de abril de 2008

"Deixo tudo assim, não importo em ver a idade em mim...
Ouço o que convém, eu gosto é do gasto...
Se eu do incômodo e ela tem razão quando vem dizer,
Que eu preciso sim de todo cuidado...

E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz,
Quem então, agora eu seria?!
Ahhh... Tanto faz...
E o que não foi, não é... E eu sei que ainda vou voltar,
Mas eu quem será?!

Deixo tudo assim, não me acanho em ver, vaidade em mim...
Eu digo o que condiz, eu gosto é do estrago...
Sei do escândalo e eles tem razão quando vem dizer,
Que eu não sei medir nem tempo e nem medo...

E se eu for o primeiro a prêver e poder desistir,
Do que for dar errado?
Ahhhh.. Ora se não sou eu quem mais vai decidir,
O que é bom pra mim? Dispenso a previsão...
Ahhh... Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser...
Aceito a condição...

Vou levando assim que o acaso é amigo do meu coração...
Quando fala comigo, quando eu sei me ouvir..."



« Rodrigo Amarante »
(O Velho e o Moço)

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