"No dia em que fui mais feliz, eu vi um avião...
Se espelhar no seu olhar até sumir...
De lá pra cá não sei, caminho ao longo do canal,
Faço longas cartas pra ninguém,
E o inverno no Leblon é quase glacial...
Há algo que jamais se esclareceu...
Onde foi exatamente que larguei naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei?
Lá mesmo esqueci que o destino... Sempre me quis só...
No deserto sem saudade, sem remorso, só,
Sem amarras, barco embriagado ao mar...
Não sei o que em mim só que me lembrar,
Que um dia o céu reuniu-se a Terra um instante por nós dois,
Antes mesmo do ocidente se assombrar...
No dia em que fui mais feliz, eu vi um avião...
Se espelhar no seu olhar até sumir...
De lá pra cá não sei, caminho ao longo do canal,
Faço longas cartas pra ninguém,
E o inverno no Leblon é quase glacial...
Há algo que jamais se esclareceu...
Onde foi exatamente que larguei naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei?
Lá mesmo esqueci que o destino... Sempre me quis só...
No deserto sem saudade, sem remorso, só,
Sem amarras, barco embriagado ao mar...
Não sei o que em mim só que me lembrar,
Que um dia o céu reuniu-se a Terra um instante por nós dois,
Antes mesmo do ocidente se assombrar...
No dia em que fui mais feliz..."
« Adriana Calcanhotto e António Cícero »
Se espelhar no seu olhar até sumir...
De lá pra cá não sei, caminho ao longo do canal,
Faço longas cartas pra ninguém,
E o inverno no Leblon é quase glacial...
Há algo que jamais se esclareceu...
Onde foi exatamente que larguei naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei?
Lá mesmo esqueci que o destino... Sempre me quis só...
No deserto sem saudade, sem remorso, só,
Sem amarras, barco embriagado ao mar...
Não sei o que em mim só que me lembrar,
Que um dia o céu reuniu-se a Terra um instante por nós dois,
Antes mesmo do ocidente se assombrar...
No dia em que fui mais feliz, eu vi um avião...
Se espelhar no seu olhar até sumir...
De lá pra cá não sei, caminho ao longo do canal,
Faço longas cartas pra ninguém,
E o inverno no Leblon é quase glacial...
Há algo que jamais se esclareceu...
Onde foi exatamente que larguei naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei?
Lá mesmo esqueci que o destino... Sempre me quis só...
No deserto sem saudade, sem remorso, só,
Sem amarras, barco embriagado ao mar...
Não sei o que em mim só que me lembrar,
Que um dia o céu reuniu-se a Terra um instante por nós dois,
Antes mesmo do ocidente se assombrar...
No dia em que fui mais feliz..."
« Adriana Calcanhotto e António Cícero »
(Inverno)
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