quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

"Pra que mentir, fingir que perdôo,
Tentar ficar amigos sem rancor?
A emoção acabou, que coincidência é amor,
A nossa música nunca mais tocou...

Prá que usar de tanta educação,
Prá destilar terceiras intenções?
Desperdiçando o meu mel, devagarzinho, flor em flor,
Entre meus inimigos pescador...

Eu protegi teu nome por amor,
Em um codinome beija-flor.
Não responda nunca meu amor,
Prá qualquer um na rua beija-flor...

E só eu que podia, dentro da tua orelha fria,
Dizer segredos de liquidificador...
Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor,
Prendia o choro e aguava o bom do amor..."



« Cazuza, Reinaldo Arias e Ezequiel Neves »
(Codinome Beija-Flor)

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